segunda-feira, 18 de maio de 2015

O ex-primeiro ministro terá usado o regime extraordinário de regularização fiscal criado no seu próprio governo

José Sócrates primeiro-ministro aprovou em 2009 o segundo Regime Extraordinário de Regularização Tributária (RERT) que o cidadão José Sócrates terá aproveitado para trazer dinheiro que estava fora de Portugal, pagando um imposto residual. 
José Sócrates teria 23 milhões de euros num banco suíço, a UBS, que estava em nome de amigo e quadro do grupo Lena, Carlos Santos Silva. Esse património terá sido transferido para Portugal, para uma conta do Banco Espírito Santo, tendo pago apenas um imposto de 5%, o que representa um milhão de euros, muito abaixo do imposto sobre rendimentos elevados que chega a 50%.
De acordo com a investigação judicial, José Sócrates terá já usado este mecanismo do perdão fiscal no primeiro mandato em 2005, tendo trazido para Portugal meio milhão de euros, que estavam também em nome de Carlos Silva.
As residências em nome da mãe, são alguns dos sinais conhecidos do património do antigo primeiro-ministro socialista.
O ex-primeiro ministro estava a ser alvo de apertada vigilância do Ministério Público há vários meses, que teria avançado já com a quebra do sigilo bancário e fiscal. O processo estava ser conduzido pelo DCIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal), com a colaboração de inspetores das Finanças.Na altura já era referido como suspeito Carlos Manuel Santos Silva, o empresário e amigo dos tempos da Covilhã, que teria comprado casas à mãe do ex-primeiro-ministro, onde se inclui o apartamento no edifício Heron Castilho, na rua Braamcamp em Lisboa. 

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