segunda-feira, 18 de maio de 2015

Joaquim Barroca, um dos administradores e donos do grupo Lena, terá feito várias transferências para as contas de Carlos Santos Silva na Suíça

Joaquim Barroca terá sido identificado pelo Ministério Público através da análise dos dados bancários fornecidos pelas autoridades suíças. Estas permitiram ao procurador Jorge Rosário Teixeira identificar, não só a origem do dinheiro, como também o período em que as transferências foram feitas, que corresponde aos anos de 2007 a 2009, durante os mandados de José Sócrates como primeiro-ministro.
O grupo Lena está a ser investigado devido à ligação com Santos Silva, que terá recebido altas quantias em troca de alegados favorecimentos em negócios. Um dos indícios recolhidos pelos investigadores diz respeito ao encontro entre José Sócrates e o vice-presidente angolano, que terá sido organizado pelo embaixador de Portugal em Nova Iorque, Álvaro Mendonça e Moura. O encontro teve supostamente como objetivo pedir favores para o grupo Lena.
A construtora de Leiria tem negado repetidamente ter pago qualquer valor a Santos Silva ou a José Sócrates em troca de favores. O grupo admitiu apenas ter pago cerca de 3,2 milhões de euros a várias empresas detidas por Santos Silva por serviços prestados, entre 2005 e 2010.

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