Joaquim Barroca terá sido
identificado pelo Ministério Público através da análise dos dados
bancários fornecidos pelas autoridades suíças. Estas permitiram ao
procurador Jorge Rosário Teixeira identificar, não só a origem do
dinheiro, como também o período em que as transferências foram
feitas, que corresponde aos anos de 2007 a 2009, durante os mandados
de José Sócrates como primeiro-ministro.
O
grupo Lena está a ser investigado devido à ligação com
Santos Silva, que terá recebido altas quantias em troca de alegados
favorecimentos em negócios. Um dos indícios recolhidos pelos investigadores diz respeito ao
encontro entre José Sócrates e o vice-presidente angolano, que terá
sido organizado pelo embaixador de Portugal em Nova Iorque, Álvaro
Mendonça e Moura. O encontro teve supostamente como objetivo
pedir favores para o grupo Lena.
A
construtora de Leiria tem
negado repetidamente ter pago qualquer valor a
Santos Silva ou a José Sócrates em troca de favores. O grupo
admitiu apenas ter pago cerca de 3,2 milhões de euros a várias
empresas detidas por Santos Silva por serviços prestados, entre 2005
e 2010.
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