José
Sócrates não terá escondido só computadores que podiam
constituir prova contra ele.
Já preso, terá ocultado documentos que
mostravam como pagou várias despesas de viagens e de estadias de
hotéis, assim como ocultou várias obras de arte que terão sido
adquiridas pelo amigo e empresário, Santos Silva, e colocadas em
casa do ex-primeiro-ministro.
Estes
foram os novos indícios de perigo de perturbação de prova que o
Ministério Público apresentou à defesa de José Sócrates. E que
levaram o juiz de instrução Carlos Alexandre a notificar a defesa
para se pronunciar, num prazo de dez dias. Este procedimento de
Carlos Alexandre aconteceu no último dia que devia ter decidido
se mantinha Sócrates em prisão preventiva, 24/02/2015, uma vez que
terminou o prazo de três meses previstos na lei. E serviu de
argumento à defesa para dizer que como a prisão preventiva não foi
reavaliada logo era ilegal.
O
juiz recorda ainda que no dia anterior e no dia em que foi
detido, a 20 e 21 de novembro de 2014, foram retirados vários
“dispositivos informáticos” da casa de Sócrates que o podiam
incriminar. Estes foram recuperados dois dias depois, após
informações do próprio ex-primeiro-ministro em primeiro
interrogatório judicial. Algo de semelhante terá acontecido depois,
com estes novos indícios.
E
lembra que, ao dar
dez dias à defesa para
se pronunciar sobre os novos factos, está a dar a possibilidade da
“audição do arguido”, “na medida em que não se comprometem
diligências posteriores de investigação”, garantindo assim o
princípio do contraditório.
O
juiz fala, então, das obras de arte de Santos Silva que terão
sido colocadas “na esfera” de Sócrates, assim como comprovativos
de “viagens e estadias de hotel”. Provas essas que terão
entretanto sido escondidas.
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