domingo, 17 de maio de 2015

25/03/2015 – Sócrates, já preso, terá escondido documentos e várias obras de arte

José Sócrates não terá escondido só computadores que podiam constituir prova contra ele. 
Já preso, terá ocultado documentos que mostravam como pagou várias despesas de viagens e de estadias de hotéis, assim como ocultou várias obras de arte que terão sido adquiridas pelo amigo e empresário, Santos Silva, e colocadas em casa do ex-primeiro-ministro. 
Estes foram os novos indícios de perigo de perturbação de prova que o Ministério Público apresentou à defesa de José Sócrates. E que levaram o juiz de instrução Carlos Alexandre a notificar a defesa para se pronunciar, num prazo de dez dias. Este procedimento de Carlos Alexandre aconteceu no último dia que devia ter decidido se mantinha Sócrates em prisão preventiva, 24/02/2015, uma vez que terminou o prazo de três meses previstos na lei. E serviu de argumento à defesa para dizer que como a prisão preventiva não foi reavaliada logo era ilegal.
O juiz recorda ainda que no dia anterior e no dia em que foi detido, a 20 e 21 de novembro de 2014, foram retirados vários “dispositivos informáticos” da casa de Sócrates que o podiam incriminar. Estes foram recuperados dois dias depois, após informações do próprio ex-primeiro-ministro em primeiro interrogatório judicial. Algo de semelhante terá acontecido depois, com estes novos indícios. 
E lembra que, ao dar dez dias à defesa para se pronunciar sobre os novos factos, está a dar a possibilidade da “audição do arguido”, “na medida em que não se comprometem diligências posteriores de investigação”, garantindo assim o princípio do contraditório.
O juiz fala, então, das obras de arte de Santos Silva que terão sido colocadas “na esfera” de Sócrates, assim como comprovativos de “viagens e estadias de hotel”. Provas essas que terão entretanto sido escondidas.

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