Um resumo das principais respostas de José Sócrates:
“Dou
esta entrevista em legítima defesa contra a sistemática e
criminosa violação do segredo de justiça e contra a
divulgação de “informações” manipuladas, falsas e
difamatórias, em legitima defesa, contra a transparência do
julgamento para uma praça pública onde só pode fazer-se ouvir
uma voz e onde só pode circular livremente uma versão
deturpada das coisas. Em
legítima defesa contra uma agressão feita cobardemente,
a coberto do anonimato, como é típico dos aparelhos burocráticos
onde reina o “governo de ninguém” – “ninguém” o
exerce, “ninguém” presta contas.
Como
está à vista de todos, não estiveram à altura das suas
responsabilidades e não fizeram bem o seu trabalho. O que não
me deixa outra alternativa senão fazer tudo o que estiver ao meu
alcance para defender a minha honra e o meu bom nome.
O
que afirmo, portanto, é que fui
detido e preso (preventivamente) sem me terem sido referidos nem
factos nem provas de
que tenha cometido quaisquer crimes, a começar pelo crime de
corrupção que estaria na origem de tudo.
É
uma imaginativa cascata de presunções. Mas não passa disso.
Não
tenho a mínima dúvida de que esta prisão preventiva é ilegal
Para
o caso, o que importa deixar claro é que o facto de o
Engenheiro Carlos Santos Silva me ter emprestado dinheiro, muito
ou pouco, não transforma o dinheiro dele em dinheiro meu! Isso,
convenhamos, é um completo disparate!
A
tese que me imputa ser eu o dono do famoso “apartamento de luxo”
de Paris, para além de não ter a mais pequena sustentação – que
não tem – é também completamente absurda!
E
digo mais: este processo é, na sua essência, político. No sentido
em que tem que ver com o poder, os seus limites e o seu exercício; o
poder de deter para interrogar e o poder de prender preventivamente
pessoas inocentes. Já para não falar nas consequências que este
processo inevitavelmente terá na disputa política. Veremos
quais. Como já disse, isto ainda agora começou."
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