O
ex-primeiro-ministro José Sócrates admitiu no interrogatório feito
pelo Ministério Público ter recebido dinheiro do empresário Carlos
Santos Silva nos últimos anos, embora justificando-os
como sendo a título de empréstimo e recusando que se tenha tratado
de dinheiro seu, como suspeitam os investigadores. Sócrates, porém,
não soube quantificar quanto recebeu,
nem disse se devolveu alguma parte desse dito empréstimo.
Também Carlos Santos Silva confirmou essas entregas,
que vários jornais têm dito estarem documentadas no processo. E
justificou-as com uma ajuda a um amigo que estava numa “fase de
transição” – muito embora Sócrates já estivesse há um ano a
trabalhar para uma farmacêutica.
O Ministério Público acabou por não se convencer com os argumentos. Nas escutas não constarão referências dos dois a empréstimos ou a pagamento dos mesmos, apenas pedidos de Sócrates a Santos Silva de entrega de dinheiro. Os elementos que constam do processo incluem todos os movimentos bancários de Carlos Santos Silva, com centenas de milhares de euros levantados em dinheiro desde 2011 – que o próprio justificou como sendo prática habitual para viagens de negócios a países menos desenvolvidos.
O Ministério Público acabou por não se convencer com os argumentos. Nas escutas não constarão referências dos dois a empréstimos ou a pagamento dos mesmos, apenas pedidos de Sócrates a Santos Silva de entrega de dinheiro. Os elementos que constam do processo incluem todos os movimentos bancários de Carlos Santos Silva, com centenas de milhares de euros levantados em dinheiro desde 2011 – que o próprio justificou como sendo prática habitual para viagens de negócios a países menos desenvolvidos.
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