As
autoridades suíças forneceram novas informações ao Ministério
Público sobre as contas tituladas por Carlos Santos Silva na
Suíça. Entre os novos dados o MP terá descoberto que o grupo Lena
omitiu a movimentação de um total de 2 milhões de euros,
que terão sido transferidos pela construtora diretamente para
contas naquele país. Santos Silva admite ter-se tratado de
“prémios”.
Até
aqui já se sabia que o grupo tinha pago 3,2 milhões de
euros a empresas de Santos Silva, apenas no período de 2005 a 2010,
desconhecendo-se, no entanto, os “prémios” de 2 milhões.
Na
resposta das autoridades suíças, o juiz de instrução diz que foi
possível identificar a data “em que os fundos entraram na esfera
do arguido Santos Silva na Suíça, permitindo verificar e
quantificar os fundos que entraram entre 2007 e 2009″, quando era
Sócrates primeiro-ministro.
Estes
foram também os factos apresentados por Carlos Alexandre à defesa,
dando-lhe dez dias para se pronunciar – o que devia ter
acontecido até ao dia 6 de março. Como a defesa nada fez, o
juiz acabou por emitir o despacho com a sua decisão de manter
Sócrates em prisão preventiva. Esta decisão data precisamente de 9
de março, o dia em que entrou o pedido de habeas
corpus no
Supremo Tribunal de Justiça.
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