domingo, 17 de maio de 2015

29/01/2014 – Conhecido o extenso recurso da defesa de Sócrates contra a prisão preventiva, que dará entrada na Relação

Já se conhece o extenso recurso da defesa de José Sócrates contra a prisão preventiva, que deverá dar entrada no Tribunal da Relação de Lisboa esta semana. 
São mais de 70 páginas de argumentação onde a defesa do ex-primeiro-ministro, sem nunca negar os factos, procura mostrar que as provas de que o procurador titular do processo estará à espera são “provas proibidas” e, por isso, não poderão ser usadas em tribunal. 
Quanto às suspeitas, baseia no argumento central de que o dinheiro pertencia ao empresário e amigo de infância Carlos Santos Silva e não a Sócrates. Este só se terá limitado a pedir empréstimos pessoais, diz.
Em causa estão as informações bancárias com origem no estrangeiro que as autoridades suíças deverão enviar para Portugal e que o procurador titular do processo, Rosário Teixeira, acredita serem uma peça-chave para desvendar o rasto do dinheiro que permitiria a Sócrates ter uma vida luxuosa. Uma prova que, segundo diz a defesa, choca com legislação existente, nomeadamente com o Regime Extraordinário de Regularização Tributária (RERT I, II e III), que visa a amnistia fiscal, e ao qual aderiu o amigo de infância de Sócrates Carlos Santos Silva em 2009.
A defesa alega não poderem servir de prova por estarem protegidas ao abrigo do RERT, que diz que quem transfere dinheiro depositado no estrangeiro para Portugal ganha uma espécie de perdão fiscal e não pode ser responsabilizado criminalmente por isso. Segundo lembra a imprensa, no mês anterior, por exemplo, foi arquivado o inquérito sobre o caso do negócio da venda dos dois submarinos pelos mesmos motivos.

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