José Sócrates foi detido sexta-feira, 21/11/2014, por suspeitas dos crimes de fraude
fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.
Foram
ainda detidos na véspera, dia 20/11/2014, Carlos
Santos Silva
(amigo de longa data,
ex-administrador do grupo Lena); Gonçalo
Trindade Ferreira
(advogado) e João Perna (motorista de José Sócrates).
Foi
inicialmente referido pela imprensa, o nome de Joaquim Lalanda de
Castro, representante da multinacional farmacêutica Octapharma,
entre os detidos. Mas tal não aconteceu, havendo no entanto algumas referências da multinacional farmacêutica no processo.
Foram
ainda realizadas buscas em vários locais, por quatro magistrados do
Ministério Público, e sessenta elementos da Autoridade Tributária
e Aduaneira e da Polícia de Segurança Pública (PSP) e
que incluíram a casa do antigo primeiro-ministro.
A
empresa farmacêutica Octapharma foi alvo de buscas, feitas à
delegação em Portugal, no dia 20/11/2014 e o Grupo Lena foi também alvo de buscas pelo MP no dia 21/11/2014. A
casa de Montemor-o-Novo da ex-mulher de José Sócrates, Sofia Fava
foi outro dos alvos das buscas pela PSP por ordem do Ministério Público
também no dia 20/11/2014.
Também foi feita uma busca em Leiria, na casa do
administrador do Grupo Lena, António
Barroca Rodrigues
, que é também sócio do arguido Carlos Santos Silva na empresa XMI
– Management & Investments S.A. – uma empresa que presta
serviços ao Grupo Lena.
O
Inquérito investiga operações bancárias, movimentos e
transferências de dinheiro sem justificação conhecida e
legalmente admissível. Estará
em causa por exemplo, uma casa em Paris que foi habitada por José Sócrates
quando este deixou o Governo. O
inquérito, conduzido pelo procurador Rosário Teixeira, pretenderá
apurar como foi paga a casa avaliada em três milhões de euros.
Sócrates sempre afirmou ter pedido um empréstimo da Caixa Geral de
Depósitos, para o arrendamento da sua habitação.
Os
quatro suspeitos, entre eles José Sócrates, vão ter que justificar
ao juiz Carlos Alexandre vários movimentos bancários. Suspeita-se
de branqueamento, fraude e corrupção.
O
juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, poderá aplicar a
medida de coação mais grave, a de prisão preventiva, se considerar
que existe perigo de fuga dos arguidos. Um argumento justificável
pelo facto de a detenção ter ocorrido no aeroporto e de haver
suspeitas de alteração de voos.
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